Adoçantes

Adoçantes: aliados ou inimigos?

adoçantes

Quem adota um estilo de vida Low-Carb e Paleolítico, ou mesmo quem cumpre uma dieta hipocalórica, sabe que a ingestão de açúcar branco processado é altamente prejudicial, não apenas ao bom resultado da dieta, mas também a saúde como um todo. Mas atualmente, têm circulado nos meios de comunicação muitas informações controversas quanto ao uso de adoçantes, e em contrapartida surgiu no mercado uma infinidade de açúcares “saudáveis” como o mascavo e o demerara, no entanto, do ponto de vista calórico ou de carboidratos os índices são basicamente os mesmos. E enquanto isso o consumidor que se preocupa em ter um estilo de vida saudável, fica no meio dessa guerra de informações publicitárias sem saber em quem acreditar. Foi pensando nessas infinitas incógnitas que resolvi criar este doce artigo para tentar esclarecer algumas dúvidas, falando um pouquinho sobre a origem do açúcar e dos principais adoçantes disponíveis no mercado.

O açúcar

Durante séculos a humanidade sobreviveu muito bem sem ele, mas bastou que descobrissem o poder do seu paladar para começarem os problemas. Açúcar é um termo popular para denominar carboidratos cristalizados que podem ter várias origens. Dentre elas podemos destacar a sacarose, a lactose e a frutose. Na antiguidade antes do seu advento, usava-se mel para adoçar bebidas e outros alimentos, e levando em consideração que o mel não era tão abundante assim, podemos concluir que a maior parte da população não o tinha com frequência à mesa.

A cana-de-açúcar é originária da índia, e por lá já se fabricava o açúcar há 500 anos antes de Cristo, porém ele era produzido em grandes blocos, o que dificultava a venda e o comércio, ficando restrito apenas dentro das localidades de sua produção. O beneficiamento do açúcar em cristais, tal como o conhecemos hoje, só foi inventado no final do século XIX. Durante muito tempo, apenas a elite das sociedades tiveram acesso ao açúcar, e chegou a ser considerado um alimento de extrema importância para a saúde.

Com o advento da industrialização alimentícia, o açúcar passou a ser usado em larga escala e sem restrições. E o impacto disso na saúde da população nós podemos observar caminhando pelas ruas, pois hoje no Brasil o número de obesos já superou o de desnutridos, e ofertas tentadoras e baratas de alimentos ricos nesse tipo de carboidrato continuam sendo vendidos sem nenhum tipo de restrição. Estudos recentes apontam que carboidratos pobres como o açúcar, tem um poder viciante comparado ao de drogas como a cocaína e a nicotina, e que por isso é tão difícil abandona-lo. Também sabemos que carboidratos pobres possuem um índice glicêmico alto, e que é isso que aumenta a produção de insulina, resultando em obesidade.

É obvio que dispondo de todas essas informações, fica muito claro que seu consumo não tem nada de benéfico para a saúde, e é claro que devemos buscar alternativas para melhorar o paladar dos alimentos sem trazer prejuízos a saúde.

Adoçantes dietéticos

De maneira geral, os adoçantes tem o papel de substituir o açúcar sem seus inconvenientes, no entanto existem diferenças significativas que devemos conhecer antes de escolher aquele que fará parte do nosso dia a dia. Hoje no mercado existe uma infinidade deles, mas citarei apenas os quatro principais, são eles: SacarinaAspartameStevia eSucralose.

Sacarina

 – É o adoçante dietético mais antigo, descoberto em 1879 por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos, e foi amplamente utilizada por soldados na primeira e segunda guerra mundial por ter um baixo custo de produção. Esta substancia é derivada do petróleo, e existem indícios de que seu uso indiscriminado por longos períodos pode desencadear câncer. É comumente apresentado pelos fabricantes de forma de cristais e líquida incolor.

Aspartame

 – Desenvolvido pela empresa americana G.D. Searle & Company em 1965, ainda é amplamente divulgado devido a seu forte poder de adoçar os alimentos, além de ter um sabor muito semelhante ao açúcar. É composto por dois elementos químicos, a fenilalanina e o aspártico, sendo que a primeiro pertence ao grupo do Metanol. Este tipo de adoçante tem causado grande controvérsia, visto que estudos tem apontado não apenas a proliferação de câncer em indivíduos que fazem uso deste edulcorante, mas outros problemas de saúde ligados ao sistema nervoso central. É apresentado pelos fabricantes em forma de cristais e líquida de coloração leitosa.

Stevia

 – É um adoçante natural extraído de planta do mesmo nome e originária do Paraguai. O seu uso tem sido considerado seguro e irrestrito, no entanto nem todos se adequam a seu paladar peculiar.

Sucralose

– Mais de 100 estudos já foram realizados sobre este adoçante nos últimos 20 anos, e todos indicaram que seu uso não causa nenhum tipo de mal a saúde, ainda que seja em grandes quantidades e por longos períodos. A Sucralose é uma substancia extraída do próprio açúcar através de um processo químico que elimina os carboidratos e consequentemente, as calorias, podendo ser usado por diabéticos, gestantes e portadores de quaisquer síndromes ou alergias. Seu poder adoçante é tão semelhante ao do açúcar que fica difícil perceber a diferença, e é apresentado em forma de cristais e líquida de coloração incolor.

Publicado em Curiosidades Marcado com: , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*